📋 O que você vai aprender neste artigo

  1. Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?
  2. Ultrapassou até 20% do limite: o que acontece
  3. Ultrapassou mais de 20% do limite: o que acontece
  4. Como acompanhar se você está perto do limite
  5. Passo a passo para migrar de MEI para Microempresa
  6. O limite vai aumentar nos próximos anos?
  7. Como o Figreen ajuda a acompanhar o limite
  8. Perguntas frequentes
Velocímetro com o ponteiro passando do teto de R$ 81 mil, representando o MEI que ultrapassou o limite anual de faturamento.

O limite de faturamento do MEI em 2026 é R$ 81.000,00 por ano. Ultrapassar esse valor não fecha a empresa automaticamente, mas muda a forma como ela é tributada, e a diferença entre passar um pouco ou passar muito do teto é grande.

Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?

O teto é de R$ 81.000,00 de receita bruta acumulada no ano, o equivalente a uma média de R$ 6.750,00 por mês. Não existe um limite mensal fixo: o MEI pode faturar mais em um mês e menos em outro, desde que a soma do ano não ultrapasse o teto.

No ano de abertura da empresa, o limite é proporcional: multiplica-se R$ 6.750,00 pelo número de meses em que o MEI esteve formalizado, contando a partir do mês de abertura, conforme o Portal Gov.br.

Ultrapassou até 20% do limite: o que acontece

Se o faturamento do ano ficar entre R$ 81.000,01 e R$ 97.200,00 (até 20% acima do teto), a regra é mais branda:

  • O MEI paga um DAS complementar sobre a parte do faturamento que excedeu o limite.
  • A partir de janeiro do ano seguinte, a empresa passa automaticamente a ser enquadrada como Microempresa (ME), dentro do Simples Nacional.
  • Não há efeito retroativo: o ano em que o limite foi ultrapassado continua sendo tratado, na maior parte, como ano de MEI.

Ultrapassou mais de 20% do limite: o que acontece

Se o faturamento do ano passar de R$ 97.200,00 (mais de 20% acima do teto), a régua muda completamente:

  • O desenquadramento é retroativo ao dia 1º de janeiro daquele ano, ou à data de abertura, se for o primeiro ano de atividade.
  • A empresa precisa recalcular e pagar os impostos como Microempresa desde o início do período, e não só a partir de quando o limite foi ultrapassado.
  • Incidem multa e juros Selic sobre a diferença entre o que foi pago como MEI e o que deveria ter sido pago como ME.
Diferença entre ultrapassar até 20% e mais de 20% do limite do MEI Até 20% acima do teto de R$ 81 mil gera DAS complementar e virada para microempresa só no ano seguinte. Acima de 20% o desenquadramento é retroativo ao início do ano, com multa e juros. Até 20% acima R$ 81.000 a R$ 97.200 DAS complementar sobre o excedente Vira ME só no ano seguinte, sem retroatividade Mais de 20% acima Acima de R$ 97.200 Desenquadramento retroativo a 1º de janeiro Recalcula impostos como ME desde o início, com multa e juros
A diferença entre 20% a mais e um pouco mais que isso pode significar meses de imposto recalculado com multa.

💡 Exemplo prático

Um MEI faturou R$ 90.000 no ano. Isso é 11% acima do teto, dentro da faixa de tolerância de 20%. Ele paga o DAS complementar sobre os R$ 9.000 excedentes e, a partir de janeiro seguinte, já entra no Simples Nacional como Microempresa. Se tivesse faturado R$ 100.000 (mais de 20% acima), teria que recalcular todo o ano como ME, com multa e juros sobre a diferença.

Como acompanhar se você está perto do limite

O erro mais comum é só descobrir o problema ao fechar o ano, quando já não dá mais para agir. O jeito certo é acompanhar o faturamento acumulado mês a mês, comparando sempre com a média de R$ 6.750,00 esperada até aquele mês.

Se em setembro, por exemplo, o faturamento acumulado do ano já passou de R$ 60.750,00 (nove meses × R$ 6.750,00), é hora de prestar atenção e simular como vai fechar o ano, e não esperar dezembro para fazer essa conta.

Ritmo mensal de referência para não ultrapassar o limite do MEI A cada mês, o MEI deveria acompanhar se o faturamento acumulado está acima ou abaixo da média de R$ 6.750 por mês, que projetada para o ano inteiro totaliza R$ 81.000. Ritmo de R$ 6.750/mês acima do ritmo Faturamento acumulado mês a mês, comparado à linha de referência
Quando as barras do faturamento acumulado passam acima da linha de referência de R$ 6.750 por mês, é hora de simular o fechamento do ano com o contador.

Passo a passo para migrar de MEI para Microempresa

  1. Confirme o faturamento acumulado do ano com todos os recebimentos já lançados, sem deixar nada de fora.
  2. Identifique em qual faixa você está: dentro do limite, até 20% acima, ou mais de 20% acima.
  3. Fale com o contador antes de tomar qualquer decisão, principalmente se passou de 20% acima do teto, já que o recálculo retroativo tem impacto direto no caixa.
  4. Regularize o DAS complementar, se for o caso, e organize os documentos para a transição de regime.
  5. Ajuste a emissão de nota fiscal e a contabilidade para o novo enquadramento como Microempresa, que passa a exigir contabilidade formal.

O limite vai aumentar nos próximos anos?

Segundo informações do Portal Gov.br, há previsão de reajuste progressivo do teto do MEI: para R$ 110.000 em 2027 e R$ 140.000 em 2028. Como esse tipo de regra pode depender de regulamentação e aprovação legislativa complementar, o ideal é sempre confirmar o valor vigente diretamente no Portal do Empreendedor ou com o contador antes de tomar qualquer decisão baseada nesse aumento.

Como o Figreen ajuda a acompanhar o limite

No Figreen, cada venda ou recebimento lançado entra automaticamente no faturamento acumulado do ano, visível a qualquer momento, sem precisar somar nota por nota numa planilha à parte.

  • ✅ Faturamento acumulado do ano sempre atualizado
  • ✅ Comparação simples com a média mensal esperada
  • ✅ Histórico organizado para levar direto ao contador, se for hora de migrar de regime

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Perguntas frequentes

Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?

R$ 81.000,00 de receita bruta por ano, média de R$ 6.750,00 por mês, sem teto mensal fixo. Proporcional no ano de abertura.

O que acontece se o MEI ultrapassar o limite em até 20%?

Paga DAS complementar sobre o excedente e passa a ser Microempresa a partir de janeiro do ano seguinte, sem efeito retroativo.

O que acontece se o MEI ultrapassar o limite em mais de 20%?

O desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro daquele ano, com recálculo dos impostos como Microempresa desde o início, mais multa e juros.

Ultrapassar o limite do MEI uma vez já desenquadra a empresa?

Não necessariamente. O que conta é o faturamento acumulado do ano inteiro, não de um mês isolado.

O limite do MEI vai aumentar nos próximos anos?

Há previsão de aumento para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, segundo o Portal Gov.br. Confirme sempre o valor vigente antes de decidir com base nisso.

Sistema financeiro ajuda a acompanhar o limite do MEI?

Sim. Um sistema como o Figreen mostra o faturamento acumulado do ano em tempo real, ajudando a perceber com antecedência a aproximação do teto.

Conclusão

Ultrapassar o limite do MEI não é o fim do mundo, mas descobrir isso só em dezembro pode custar caro. A diferença entre passar 10% e passar 25% do teto é a diferença entre um ajuste tranquilo e um recálculo retroativo com multa. Acompanhar o faturamento acumulado mês a mês é o que separa uma decisão planejada de uma surpresa desagradável.

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